segunda-feira, 7 de abril de 2025

Filomena Covas 1 d · Carlos Fino 2 d · A UNIÃO EUROPEIA PERDEU A ALMA E O RUMO por Viriato Soromenho Marques

 Filomena Covas

1 d 
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A UNIÃO EUROPEIA PERDEU A ALMA E O RUMO
por Viriato Soromenho Marques
Na segunda década deste século tentei compreender se a UE poderia sobreviver às consequências da consistente oposição, liderada pela Alemanha da chanceler Merkel, à indispensável reforma da união monetária do euro.
A minha aposta consistia em defender a relação entre a criação de um verdadeiro orçamento federal e a edificação de uma união política, capaz de gerar um governo europeu, com pelo menos o mesmo grau de legitimidade democrática e constitucional que existe nos governos dos Estados-membros. I
nfelizmente, a realidade, que deve ser sempre a pedra de toque do conhecimento objetivo, mostrou-me que a eventual bondade das minhas propostas – apoiadas na coerência da doutrina e nas lições históricas de sucesso – não colhiam junto dos decisores e atores europeus, individuais e coletivos.
Em 2014 e 2019 publiquei dois livros sobre o declínio do projeto da unificação europeia (1). A UE estaria condenada a perder relevância e coesão interna. A recusa do federalismo iria conduzir a um precário “sistema internacional europeu”, uma “nova balança da Europa”, na qual a zona euro, em vez de cola para uma união política posterior, se tornaria, progressivamente, num fator de conflito e desagregação cada vez mais ameaçador.
Se antes do começo da guerra na Ucrânia, a UE já tinha perdido a alma, isto é, um sentido de propósito com um valor maior do que a simples rotina do business as usual, hoje, mais de três anos de sangrento conflito revelam-nos que a desorientação reinante nas três capitais europeias principais (Bruxelas, Berlim, Paris, acicatadas por Londres, que com o cheiro a pólvora parece regressado ao período anterior ao Brexit), está a degenerar num tóxico delírio de impotência e belicismo que nos ameaça arrastar para a autodestruição física.
A UE OSCILOU ao longo dos trinta anos que precederam a guerra da Ucrânia, entre ser um mero figurante, ou um cúmplice de segunda linha da continuada determinação dos EUA para usar a Ucrânia como bastião da sua hegemonia militar na Europa. Os documentos dizem-no sem equívocos, desde o livro de Zbigniew Brzezinski (The Grand Chessboard, 1997) até ao relatório RAND, contendo uma estratégia de aceleração da provocação a Moscovo em torno da Ucrânia (Extending Russia, 2019): com a anuência dos Estados europeus membros da NATO, os EUA prosseguiram com a expansão da Aliança Atlântica, e com a tentativa permanente de nela integrar Kiev, com vista a uma política de mudança de regime e fragmentação da Rússia, como etapa preliminar à contenção e enfrentamento da China.
Quando a Rússia passou da diplomacia ao uso da força militar para defender o seu interesse nacional, a UE não só seguiu incondicionalmente a resposta dos EUA, como foi num crescendo de agressividade, sem se preocupar com os danos económicos e sociais imediatos e as consequências estratégicas negativas de longo prazo de transformar a Rússia num inimigo. Seguiram-se três anos de escalada, com a subida de degraus que nos aproximaram de um conflito direto da NATO com a Rússia.
A vitória de Trump mudou as regras do jogo. Washington parece querer parar a guerra na Europa o mais depressa possível. Percebeu que continuar a escalada, seria um convite à III Guerra Mundial. Trump, por outro lado, mostrou sem máscaras as cartas do jogo geopolítico e militar americano: o que moveu os EUA não foram valores altruístas, mas interesses materiais grosseiros (acesso a matérias-primas estratégicas, encomendas para a indústria de armamento, ocupação do vazio deixado pelas sanções à Rússia na venda de combustíveis fósseis norte-americanos à Europa…).
Contudo, aquilo que irritou os dirigentes europeus não foi isso, nem sequer as ameaças de Trump à integridade territorial da Dinamarca, ou do Canadá, mas sim o desejo norte-americano de acabar com uma guerra na Ucrânia, que, a continuar, transbordará para a totalidade do território europeu.
A guerra submete sempre as lideranças políticas a uma prova de fogo. O conflito que devasta a Ucrânia e partes da Rússia, mostrou a perigosa combinação de ignorância e arrogância – nas questões de estratégia militar e relações internacionais – de figuras como Ursula von der Leyen, Macron, Starmer, para não falar de Mark Rutte, Kaja Kallas ou António Costa. Num artigo recente no Público (14 03 2025), Ana Cristina Leonardo recorda a total impreparação de von der Leyen: em abril de 2022 afirmava que “a falência do Estado russo é apenas uma questão de tempo”; em setembro desse ano declarava, com um sorriso de troça: “os militares russos estão a tirar fichas dos seus frigoríficos para os seus equipamentos militares, porque ficaram sem semicondutores”; em fevereiro de 2024 chegou ao ridículo de afirmar que a guerra com a Rússia tinha sido boa para a ecologia europeia, auxiliando a transição energética!
O panorama nas capitais nacionais, com escassas exceções não é melhor. Alguém consegue imaginar Luís Montenegro a dizer qualquer coisa, com a densidade de um pensamento, sobre o que significa para o futuro de Portugal a continuação desta guerra?
O BELICISMO IRRACIONAL da UE é um sinal do seu colapso moral e intelectual. Significa também que na Europa o voluntarismo e o decisionismo arbitrários substituíram o respeito pelas leis, mesmo das leis constitucionais. Vejamos dois exemplos.
Apesar de o Parlamento Europeu (PE) ter sido afastado pela Comissão Europeia da discussão do plano de rearmamento de 800 mil milhões de euros, através do truque de usar o artigo 122º do Tratado de Funcionamento da União Europeia (equiparando, com esse ardil, a corrida aos armamentos à resposta a um “desastre natural”), o PE não deixou de aprovar uma resolução que constituiria uma autêntica declaração de guerra à Rússia, caso Moscovo ainda considerasse a UE como uma entidade credível (2).
De salientar que desde o começo da guerra, a CE atua em matéria de segurança e defesa em constante transgressão das suas competências (artigo 24º do TFUE).
Outro exemplo do desrespeito pelo quadro legal ocorreu na Alemanha. A 18 de março, o Parlamento alemão efetuou uma revisão rápida da Constituição federal, para permitir que os artigos limitando as dívidas do governo federal e dos governos estaduais (introduzidos em maio de 2009), fossem suspensos para permitir a criação de um fundo especial, num horizonte de 12 anos, ascendendo a 500 mil milhões de euros, a obter nos mercados da dívida, destinados essencialmente a revitalizar a indústria de armamento, as forças armadas e infraestruturas. Para além de juntar a uma economia em declínio um aumento exponencial da dívida pública germânica, a urgência na aprovação desta revisão, antes da entrada em funcionamento do novo Bundestag eleito em fevereiro, ficou a dever-se a mais um motivo de baixa política: com o novo parlamento, esta proposta não teria sido aprovada, pois a nova composição do Bundestag impediria a revisão de obter os dois terços dos votos necessários para uma alteração constitucional...
Os focos de tensão mundial são imensos. Israel quebrou o cessar-fogo com o Hamas e prossegue o massacre de civis desarmados. Há fumos de uma agressão dos EUA e de Israel contra o Irão. A matança de combatentes prossegue na Ucrânia. E a União Europeia, em vez de contrariar estas tendências disruptivas, junta-se a elas trocando a sua alma original de força promotora da paz e dos direitos humanos à escala global, pela pulsão de morte, enraizada numa russofobia fanática que nos ameaça devorar a todos.
Viriato Soromenho Marques
(Publicado no Jornal de Letras, edição de 2 de abril de 2025)
Referências:
Os meus livros, publicados na editora Temas & Debates/Círculo de Leitores, foram os seguintes: Portugal na Queda da Europa (2014) e Depois da Queda. A União Europeia entre o Reerguer e a Fragmentação (2019).
European Parliament resolution of 12 March 2025 on the white paper on the future of European defence (2025/2565(RSP). https://www.europarl.europa.eu/.../TA-10-2025-0034_EN.html
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domingo, 6 de abril de 2025

Francisco Salpico 3 h · Atenção ... enquanto os governantes franceses e ingleses se preparam para cruzar a última "linha vermelha" ... algo mais está a acontecer ... e é importante que os povos europeus saibam o que é !

 Francisco Salpico

3 h 
Atenção ... enquanto os governantes franceses e ingleses se preparam para cruzar a última "linha vermelha" ... algo mais está a acontecer ... e é importante que os povos europeus saibam o que é !
---- A Rússia ativou o sistema mais poderoso e destrutivo do mundo ----
por Borzikkman, publicado em 6-abr-2025
Diante da escalada das tensões globais e das declarações agressivas de líderes ocidentais em relação a Moscou, muitos especialistas militares estão relatando um aumento na atividade anormal das forças de mísseis estratégicos da Rússia. Esses especialistas citam fontes do Pentágono e da OTAN.
Segundo eles, somente nos últimos 60 dias, os militares russos colocaram todos os silos de lançamento de vários tipos de mísseis de combate, incluindo mísseis balísticos SARMAT de quinta geração, em alerta máximo. Além disso, os militares russos também reforçaram todos os sistemas de mísseis terrestres móveis projetados para lançar mísseis balísticos, como o TOPOL-M, o RS-24 YARS e o míssil balístico hipersônico de médio alcance ORESHNIK, o mais poderoso do mundo. Além disso, muitas fontes russas também confirmaram essa informação.
Segundo eles, tudo o que está acontecendo indica que as FORÇAS NUCLEARES ESTRATÉGICAS da Federação Russa controlam a operação do sistema mais poderoso e destrutivo do mundo, o PERIMETER, também conhecido como " MÃO MORTA ". Este sistema também é apropriadamente chamado de MÁQUINA DO JUÍZO FINAL.
Meus caros buscadores da verdade, deixem-me lembrá-los de que o sistema PERIMETER foi criado por engenheiros soviéticos no auge da Guerra Fria. Este sistema lança autonomamente todos os mísseis nucleares contra o inimigo, caso o alto comando militar e a liderança política da Federação Russa sejam dizimados por um ataque nuclear inesperado em larga escala. Assim, mesmo que as forças inimigas consigam destruir Moscou e toda a liderança da Federação Russa, isso significará sua sentença de morte, já que o sistema PERIMETER/Dead-Main automaticamente mergulhará todo o planeta no ARMAGEDOM NUCLEAR.
Embora as principais características deste sistema sejam estritamente secretas, sabe-se com segurança que, no caso de um ataque nuclear repentino e em larga escala contra a Rússia, o míssil de comando designado 15A11 será lançado automaticamente se a liderança do país não der a ordem de abortar o lançamento em 60 segundos. Em voo, o míssil 15A11 ativará todos os silos de lançamento de mísseis balísticos russos nas regiões oeste e leste do país. Como resultado, em poucos minutos o planeta inteiro se transformará em verdadeiras CINZAS NUCLEARES.
Curiosamente, durante décadas os engenheiros russos continuaram a fortalecer e modernizar o sistema PERIMETER. Além disso, a modernização deste sistema continua até hoje. Nesse sentido, nos últimos cinco dias, a estação secreta de rádio militar russa de ondas curtas UVB-76 voltou a transmitir um grande número de frases enigmáticas, o que indica que os militares russos começaram a se preparar para algo. Como muitos especialistas consideram corretamente que esta estação de rádio militar russa de ondas curtas faz parte do sistema PERIMETER, pode-se supor que os russos ativaram este sistema para praticar um ataque nuclear massivo contra alvos em países da OTAN . Vale a pena notar que a estação de rádio militar russa de ondas curtas UVB-76 causa terror nos corações dos generais da OTAN e do PENTÁGONO tanto quanto o sistema PERIMETER.
A eclosão do conflito na Ucrânia e a situação instável na própria Europa forçaram as forças armadas dos Estados Unidos e dos países da OTAN a ouvir atentamente as comunicações de rádio criptografadas dos militares russos. As forças armadas russas têm inúmeras estações de comunicação de rádio. No entanto, o UVB-76 é corretamente considerado o mais lendário deles.
Todos esses eventos recentes me lembraram do incidente que aconteceu em 2013. E o Pentágono ainda está tentando descobrir exatamente o que aconteceu naquele ano. Meus amigos, muitos de vocês provavelmente já ouviram falar de uma estação de rádio russa de ondas curtas, a UVB-76, também conhecida pelo apelido de THE BUZZER. Esta estação de rádio russa ocupa a mente de especialistas dos Estados Unidos e dos países da OTAN há meio século. No entanto, eles ainda não conseguem decifrar os códigos transmitidos no ar. A estação russa transmite na frequência 4525 kHz e pertence às forças armadas russas. Ele emite um zumbido curto e monótono, repetido a uma taxa de cerca de 25 tons por minuto, 24 horas por dia. O sinal sonoro é interrompido periodicamente e ocorre uma transmissão de voz em russo. Meus amigos, se vocês sintonizarem seu rádio em 4625 kHz, ouvirão sons muito estranhos. Você pode até ouvir vozes de mensagens militares russas transmitidas em russo. A data de início da transmissão da estação de rádio é desconhecida. No entanto, a estação de rádio teria começado a transmitir mensagens estranhas já na década de 1970. Desde então, muitos especialistas dos Estados Unidos e dos países da OTAN tentam decifrar as mensagens e questionam o verdadeiro propósito desta estação russa, mas todos os seus esforços foram em vão. De fato, mesmo durante a Guerra Fria, muitos países ocidentais tomaram conhecimento da misteriosa estação de rádio russa UVB-76. Naquela época, o Ocidente acreditava que esse era o código secreto da Rússia, então a OTAN e os militares dos EUA o seguiam todos os dias na esperança de revelar alguns segredos russos com sua ajuda. De todos os outros países, os Estados Unidos são os mais preocupados com esse problema. Infelizmente para os Estados Unidos, os militares americanos não tinham como decifrar as mensagens russas. Especialistas da OTAN se juntaram aos americanos para estudar as mensagens da estação de rádio russa. No entanto, as buscas não tiveram sucesso, o que alarmou muito os Estados Unidos e seus aliados.
Os muitos fracassos dos americanos despertaram ainda mais seu interesse pela pesquisa. Os americanos acreditavam que os russos transmitiam mensagens criptografadas todos os dias por um motivo. Infelizmente para os Estados Unidos, os americanos nunca conseguiram decifrar as mensagens dos russos e, após o colapso da URSS, o interesse pela estação de rádio começou a diminuir. Vale ressaltar que mesmo após o colapso da URSS, a estação de rádio não parou de transmitir. E em 2013, ocorreu um incidente que abalou os Estados Unidos e a OTAN e forçou os militares ocidentais a começar a estudar a estação de rádio russa novamente. Na primavera de 2013, a estação de rádio russa UVB-76 transmitiu uma mensagem chocante: " A Diretiva 135 foi implementada ". Esta mensagem colocou os representantes do Pentágono e da OTAN em uma situação difícil. Ninguém entendia o que significava a misteriosa "Diretiva 135". Alguns especialistas sugerem que se trata de algum tipo de missão secreta russa. Controvérsias sobre esse assunto ainda são atuais no Ocidente. Parece que a misteriosa estação de rádio russa assombrará os militares ocidentais por muito tempo. E agora, em 2025, esta estação de rádio começou a transmitir letras criptografadas em russo novamente. Também é importante observar que antes do lançamento do novo míssil balístico hipersônico ORESHNIK, que levou à destruição completa das oficinas subterrâneas da fábrica YUZHMASH em DNEPROPETROVSK, esta estação de rádio transmitiu mensagens criptografadas por sete dias consecutivos. É importante enfatizar que os países da OTAN mais uma vez falharam em decifrar essas mensagens secretas. Nesse contexto, pode-se supor que os russos estejam de fato preparando algum tipo de surpresa desagradável para a OTAN. Provavelmente só veremos essa surpresa se o galo francês Emmanuel Macron e o salsicha inglês KEIR STARMER decidirem enviar suas tropas para a Ucrânia.
fonte: Borzzikman via The People's Cause
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